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O balneário possui casas de veraneio, pousadas e quiosques, mantém ainda característica rústica de um lugar tranquilo com suas ruas de terra e areia e calçadas de grama que embelezam ainda mais a vila.

Além de sua beleza natural com suas praias e paisagens, Manguinhos também é referência no âmbito gastronômico com seus restaurantes especializados em peixes e frutos do mar. Conta ainda com apresentação de bandas de congo e rodas de capoeira nos finais de semana, além do tradicional carnaval com banho de mar fantasiado.
Acontece ainda no balneário de Manguinhos a folia de Reis e puxada de Mastro de São Sebastião no mês de janeiro, festa da Padroeira Sant’Ana no mês de julho, encontro de poetas e poetisas no mês de agosto, apresentações infantis em outubro e finalmente o Reveillon com sua queima de fogos.

Histórico
Em 1887, foi inaugurada a capela do povoado de Manguinhos, naquele momento histórico, as praias se encontravam entre montes e eram repletas de cajueiros, pitangueiras, amoreiras, abricós e até orquídeas de variadas espécies. Aquela paisagem, atraiu inúmero viajantes que ali enxergaram o lugar como ideal para o comércio e a pesca, como Euclides Nunes, João Pimentel, entre outros.
Próximo a capela, se localizavam os quitungos num grande coreto de madeira utilizado para limpar e salgar peixes. Nas esquinas, eram comercializados o produto, o peixe era moeda de troca para conseguir outros alimentos e outros objetos de interesse.
Esta vila já foi habitada pelo índios Temiminó e Botocudo, antes da chegada dos jesuítas, que também escolheram o lugar para fazer moradia, construir suas igrejas, fazer trabalho de catequização e colonização portuguesa.
A abertura da estrada Vitória-Minas foi o marco principal para o surgimento da interação comercial entre os povos, atraindo também para o local, o engenheiro Ceciliano Abel de Almeida que elegeu o balneário para passar os verões, a partir daí outras famílias tradicionais da capital como Santos Neves também se renderam aos encantos da Vila.

Passados alguns anos, por volta de 1970, hippies, artistas e mais pessoas começaram a frequentar aquele lugar convivendo harmoniosamente com a comunidade local.
Hoje, onde eram comercializados os peixes, existem ótimos restaurantes com seu cardápio de comida típica capixaba.
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