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Espírito Santo, 4 de Setembro de 2010

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O que diz a história sobre o Carnaval Capixaba

Por: Paulo César Dutra

Publicado em 1 de Fevereiro de 2010

Foto: ilhadocapixaba.blogspot.com
A história revela que o Carnaval Capixaba começou em 1885, de acordo com as publicações dos mais antigos documentos sobre o período momesco do Espírito Santo, nos jornais Correio de Vitória, Comercio do Espírito Santo e o Cachoeirano, de Cachoeiro de Itapemirim. Mas existem informações, não publicadas, na base do “ouvir dizer”, que bem antes de 1885, já se fazia carnaval nas ruas da Capital.

Nos dias de hoje, são encontradas diversas publicações dos historiadores e escritores sobre o carnaval capixaba, muitos deles apaixonados, porque citam suas raízes na folia. Nos escritos podemos ver que tudo era importado da Europa, principalmente de Paris, capital da França que era o centro da moda momesca.

O carnaval que se fazia antes de 1885, era na rua do Rosário, no centro de Vitória. Os moradores da rua do Rosário passeavam para lá e para cá, acompanhados por diversos violinistas. E todos muito bem vestidos com raras fantasias vindas de Paris. O passeio durava horas, até quando o tocheiro vinha acender os lumes da rua.

De  acordo com a história, no final do ano que antecedia o carnaval, as casas comerciais importantes das ruas da Alfândega e Duque de Caxias, no centro de Vitória, distribuíam prospectos impressos tipograficamente, dando conta de que haviam importado grandes novidades para os foliões e que essas novidades estavam à disposição dos buliçosos, para a saudação, em fevereiro do ano seguinte à chegada do deus infernal.

Os que se interessavam por ver de perto o estoque das fantasias que estavam expostas nas portas das lojas, ficavam sabendo detalhes dos passeios carnavalescos pelas ruas da Capital. Segundo os registros, o passeio de carnaval tradicional era o que saía da rua do Rosário e ia até a rua São Francisco, passando pela rua Sete, Subida do Carmo e Pereira Pinto, com rabecas, com violas e com fantasias luxuosíssimas.

Havia na ocasião uma carroça toda enfeitada com bandeirinhas e soltando fogos de artifícios, na partida da rua do Rosário e na chegada da rua São Francisco, e serviam conhaque para os participantes, como estimulante.

No interior do Estado, os registros dão conta de que foi em janeiro de 1885, que o jornal Cachoeirano, em uma nota de redação, pediu ao povo para saudar a chegada do deus Momo com todas as alegrias e com todo o buliço dignos de deus infernal. Na mesma nota informa ainda que “haverá” bando desfilante acompanhado de música e um salão “adredemente pronto”.

E assim começou o Carnaval Capixaba, diz a história.

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Paulo César Dutra
Paulo César Dutra

Jornalista e radialista profissional filiado à Fenaj e Sindicato dos Jornalistas/ES. Natural de Colatina. e-mail: paulodutra2002@yahoo.com.br
Já trabalhou em vários jornais, rádios e revistas do ES e em assessorias ...

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