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Nos dias de hoje, são encontradas diversas publicações dos historiadores e escritores sobre o carnaval capixaba, muitos deles apaixonados, porque citam suas raízes na folia. Nos escritos podemos ver que tudo era importado da Europa, principalmente de Paris, capital da França que era o centro da moda momesca.
O carnaval que se fazia antes de 1885, era na rua do Rosário, no centro de Vitória. Os moradores da rua do Rosário passeavam para lá e para cá, acompanhados por diversos violinistas. E todos muito bem vestidos com raras fantasias vindas de Paris. O passeio durava horas, até quando o tocheiro vinha acender os lumes da rua.
De acordo com a história, no final do ano que antecedia o carnaval, as casas comerciais importantes das ruas da Alfândega e Duque de Caxias, no centro de Vitória, distribuíam prospectos impressos tipograficamente, dando conta de que haviam importado grandes novidades para os foliões e que essas novidades estavam à disposição dos buliçosos, para a saudação, em fevereiro do ano seguinte à chegada do deus infernal.
Os que se interessavam por ver de perto o estoque das fantasias que estavam expostas nas portas das lojas, ficavam sabendo detalhes dos passeios carnavalescos pelas ruas da Capital. Segundo os registros, o passeio de carnaval tradicional era o que saía da rua do Rosário e ia até a rua São Francisco, passando pela rua Sete, Subida do Carmo e Pereira Pinto, com rabecas, com violas e com fantasias luxuosíssimas.
Havia na ocasião uma carroça toda enfeitada com bandeirinhas e soltando fogos de artifícios, na partida da rua do Rosário e na chegada da rua São Francisco, e serviam conhaque para os participantes, como estimulante.
No interior do Estado, os registros dão conta de que foi em janeiro de 1885, que o jornal Cachoeirano, em uma nota de redação, pediu ao povo para saudar a chegada do deus Momo com todas as alegrias e com todo o buliço dignos de deus infernal. Na mesma nota informa ainda que “haverá” bando desfilante acompanhado de música e um salão “adredemente pronto”.
E assim começou o Carnaval Capixaba, diz a história.
Jornalista e radialista profissional filiado à Fenaj e Sindicato dos Jornalistas/ES. Natural de Colatina. e-mail: paulodutra2002@yahoo.com.br
Já trabalhou em vários jornais, rádios e revistas do ES e em assessorias ...
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