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E rico em aventura, história, cultura, e muita diversão numa região onde a biodiversidade e a cultura também são destaque. As peculiaridades de cada município são reveladas por meio das praias, das cachoeiras, da culinária, de danças e dos diferentes climas encontrados na Rota do Mar e das Montanhas, um dos primeiros roteiros organizados no Espírito Santo para receber turistas oferecendo diversas atrações num único percurso.
Você se encantará com as descobertas. As temperaturas surpreendem e variam bastante ao longo do trajeto. O visitante pode apreciar as praias ensolaradas e saborear a típica moqueca capixaba e os frutos do mar com tempero capixaba e, em apenas 40 minutos, desfrutar o aconchego das montanhas com direito a pratos alemães e italianos. Nenhum Estado do país oferece um contraste tão grande num tempo de viagem tão curto. Do calor ao frio em pouco mais de meia hora, algo difícil de acreditar, com profunda mudança de paisagem e cenários tão diversos e que lembram cidades da Europa. E a infraestrutura nas cidades é muito boa, o que atrai turistas de diversas regiões o ano inteiro.
Esse circuito propõe o resgate histórico e o conhecimento de uma cultura peculiar trazida por imigrantes de cada região. Sua organização só foi possível devido à união das Prefeituras, do Governo do Estado, do trade turístico, dos comerciantes, empresários e moradores atentos às possibilidades que o turismo pode oferecer. Consolidado, o produto se ordena e pode ser colocado nas prateleiras de operadoras de turismo e agências de viagens. Além disso, os prestadores de serviços se adequam e se comprometem em atender ou mesmo superar as expectativas dos turistas.
Se você conhece os municípios que compõem a Rota do Mar e das Montanhas, participe e dê sua opinião sobre as cidades que visitou ou se a logística planejada atende aos anseios do visitante. Comente sobre os serviços e receptividade dos prestadores de serviços e moradores. Outras Rotas também já foram criadas e serão pauta de novas matérias. Seguem algumas informações sobre as cidades que formam esse importante roteiro capixaba.
Vitória, a bela Capital tem em seu cenário Prédios e igrejas antigas, ladeiras, escadarias, o cais do porto. A exploração da nova terra veio com o reconhecimento da baía, que não era foz de um rio como se supunha. O donatário Vasco Fernandes Coutinho logo doou as ilhas menores aos colonizadores portugueses. D. Jorge de Menezes recebeu a Ilha do Boi; Valentim Nunes, a Ilha do Frade. A maior foi batizada em 13 de junho – e chamou-se Santo Antônio em honra ao santo do mesmo nome – e doada a Duarte Lemos. Séculos depois seria conhecida como Ilha de Vitória.
Passados quase quinhentos anos, restam poucos vestígios deste passado. Na Rua José Marcelino nada sobrou do engenho que processava a cana de açúcar plantada por toda a costa do morro São Francisco. A data de fundação da Vila de Nossa Senhora da Vitória, de 1551, coincide com o início da construção do conjunto arquitetônico formado pela Igreja de São Tiago e pelo Colégio dos Jesuítas, atual Palácio Anchieta. A construção mais antiga da cidade, que é a capital mais antiga do Brasil, perdendo apenas para Recife e Salvador, é a Capela de Santa Luzia.
A cidade tem belos manguezais, parques, praças e jardins. No Espírito Santo, é a cidade mais arborizada. São 91 metros quadrados de área verde por habitante, distribuídos em recantos de lazer e áreas de preservação ambiental. Ecossistemas que abrigam centenas de espécies de flora e fauna, contribuem para a qualidade de vida dos moradores e encantam os visitantes.
A Ilha era cercada pelas águas da baía de Vitória e do canal de Camburi e por manguezais, o que dificultava aos índios o acesso à ilha, formada só de morros e colinas, coberta de matas e com pequenas e poucas fontes de água. As primeiras habitações da vila surgiram no alto de uma colina que favorecia a defesa dos portugueses contra os índios. Elas surgiram na área entre o Palácio do Governo e a Catedral, na Cidade Alta. O lugar cresceu muito com os aterros entre 1880 e 1952.
Viana faz parte da região metropolitana da Grande Vitória, apesar de manter características de uma pacata cidade do interior. Essa marca você vê em todo o município, onde o agroturismo e o turismo rural são destaques. Aqui, você pode fazer um gostoso passeio pelos sítios que preparam, artesanalmente, vários tipos de produtos caseiros. Tudo isso vem da tradição deixada pelos imigrantes que chegaram ao município no Século XIX: portugueses, negros, indígenas, italianos e alemães. Na Casa da Cultura, é possível retornar ao passado, contemplando o acervo fotográfico e utensílios mobiliários que preservam a história. O Casarão, que pertencia à Família Lyrio, localizado na sede da cidade, é uma relíquia da arquitetura açoriana. Essa casa que já hospedou até o Imperador D. Pedro II é considerada uma das construções mais antigas do Espírito Santo. Outra opção é a prática de esportes radicais: treekking, voo livre, trilhas ou motocross. E para completar, que tal um mergulho no parque aquático, com toboáguas e bicas d´água naturais? É diversão garantida.
Domingos Martins caracteriza-se pelas particularidades da culinária resultante da influência dos colonizadores alemães e italianos. A cidade possui arquitetura marcante e clima europeu. O município possui uma excelente Infraestrutura hoteleira, com opções de cafés coloniais e paisagens exuberantes. O turismo de aventura também é apreciado nesta região e praticado em cadeias de montanha. O Parque Estadual Pedra Azul é uma referência da região, possuindo trilhas e piscinas naturais. Em Domingos Martins acontecem eventos como: o Encontro Internacional dos Amigos do Vinho que reúne os maiores sommeliers do país e atrações internacionais como o Festival Internacional de Inverno, que apresenta concertos musicais que atraem muitos visitantes e turistas.
Conhecida como cidade das Orquídeas, Marechal Floriano possui uma vasta quantidade de espécies de orquídeas nas matas ao redor da cidade. Da imigração italiana a alemã, você pode apreciar deliciosos pratos típicos, nos restaurantes tradicionais da região, acompanhados por um agradável clima de montanha. A dança e os corais cultivam as tradições, com grupos italianos e alemães que viajam por todo o Brasil levando, nas danças e na música, a alegria trazida pelos imigrantes e a esperança de progresso de novas terras, onde hoje predominam a agricultura familiar.
Venda Nova do Imigrante é conhecido pela Festa da Polenta que preserva costumes e tradições italianas. O município também resguarda os traços fisionômicos dos tempos do período da colonização. Dentre os segmentos explorados, destaca-se o agroturismo, turismo de aventura e o ecoturismo. O agroturismo em Venda Nova do Imigrante é uma referência do turismo nacional. As propriedades rurais oferecem opções de compras de uma grande variedade de produtos caseiros como doces, geleias, pães, café, queijo e onde o turista tem a oportunidade de acompanhar os processos de produção dos alimentos e do dia a dia da vida rural.
Jornalista, bacharel em Turismo e especialista em Administração Estratégica e Tecnologia da Informação. Responde pela coluna de Turismo do site rotacapixaba.com ..
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